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   CIRURGIA CORRETIVA DAS DEFORMIDADES DENTOFACIAIS
    (CIRURGIA ORTOGNÁTICA DOS MAXILARES)

    A cirurgia corretiva dos ossos da face, também chamada de cirurgia ortognática, é executada por um Cirurgião Bucomaxilofacial, para corrigir uma gama variada de pequenas e grandes irregularidades esqueléticas, incluindo o desalinhamento dos maxilares e dentes. Isso ajudará na melhora da mastigação, fala e respiração. Embora a aparência do paciente possa ser mudada dramaticamente para melhor, a cirurgia ortognática é executada para corrigir os problemas funcionais.

    A cirurgia ortognática é um tipo de correção cirúrgica dos ossos da face (mandíbula e maxila) que permite o correto alinhamento dessas estruturas. Em associação com o tratamento ortodôntico, esse tipo de cirurgia permite uma correta solução das maloclusões (mordida errada), especialmente nos casos mais severos. Dependendo da severidade do caso, a cirurgia varia de pequenas movimentações de grupos de dentes até a movimentação completa da mandíbula e maxila

    O objetivo dos procedimentos ortodônticos e cirúrgicos é a correção das deformidades dentofaciais e o estabelecimento de um equilíbrio entre os dentes, os ossos de sustentação e as estruturas faciais vizinhas como a língua, lábios e bochechas, fazendo com que a função seja reestabelecida e o aspecto facial melhorado.

    A cirurgia está indicada quando há a impossibilidade da execução do tratamento ortodôntico isolado, o que resultaria em instabilidade e desequilíbrio ósseo-dentário.

    A cirurgia ortognática é realizada durante uma determinada fase do tratamento ortodôntico. A correção de uma maloclusão pelo tratamento conjunto requer uma equipe multidisciplinar, composta por ortodontista, pelo dentista clínico, pela equipe médica e pelo Cirurgião Bucomaxilofacial. O ortodontista e o cirurgião necessitam obrigatoriamente trabalhar de forma integrada, formulando o correto diagnóstico, coordenando o tratamento e o acompanhamento a longo prazo.

    Durante o tratamento ortodôntico pré-operatório, os aparelhos têm a função de preparar os dentes para o procedimento cirúrgico. Esse estágio de preparação leva vários meses, dependendo do grau da deformidade. Frequentemente, quando os elementos dentários estão alinhados, a deformidade fica mais severa, mas essa fase é temporária e tem o objetivo de permitir um melhor resultado cirúrgico.

    O momento oportuno da cirurgia será indicada somente pelo acompanhamento próximo do caso.

    Normalmente, os problemas que necessitam desse tipo de tratamento conjunto, ortodôntico e cirúrgico, estão relacionados com o excesso ou a falta de desenvolvimento da maxila ou mandíbula, ou de ambos os ossos.

1. QUEM PRECISA DE UMA CIRURGIA CORRETIVA DOS MAXILARES ?

    As pessoas que podem se beneficiar de uma cirurgia corretiva incluem aqueles que têm uma mordida errada, resultante do desalinhamento dos dentes e/ou dos maxilares. Em alguns casos, a maxila e a mandíbula crescem com velocidades diferentes e de forma desarmônica. Injúrias e defeitos de nascimento (por exemplo: torcicolo congênito, fissuras faciais), também podem afetar o alinhamento dos maxilares. Embora os ortodontistas possam corrigir a mordida ou os problemas oclusais, a cirurgia corretiva será necessária para corrigir o desalinhamento da maxila e da mandíbula.

    Essas são algumas das condições que podem indicar a necessidade de uma cirurgia corretiva dos maxilares:

  • dificuldade na mastigação ou para morder os alimentos;
  • dificuldade na deglutição;
  • dor crônica na ATM e cefaléias;
  • desgaste excessivo dos dentes;
  • mordida aberta (espaço entre os dentes superiores e inferiores quando a boca está fechada);
  • mordida profunda;
  • aparência facial desarmônica, tanto de frente quanto de lado;
  • injúria facial ou defeitos de nascimento (congênitos);
  • queixo pequeno ou retraído;
  • queixo grande ou protruído;
  • mandíbula muito para frente ou projetada;
  • mandíbula muito para trás ou retruída;
  • inabilidade de fazer com que os lábios de encontrem sem esforço muscular;
  • respiração bucal crônica e boca seca;
  • síndrome da apnéia do sono (problemas de respiração quando se está dormindo, inclusive ronco).

2. AVALIANDO A SUA NECESSIDADE PARA A SUA CIRURGIA CORRETIVA DOS MAXILARES ?

    O seu cirurgião-dentista, ortodontista e Ciurgião Bucomaxilofacial deverão trabalhar juntos para determinar se você é um candidato para esse tipo de cirurgia. O Cirurgião Bucomaxilofacial avaliará qual o tipo de procedimento corretivo dos ossos da face é mais apropriado, e executará a cirurgia. É importante entender que o seu tratamento, que muito provavelmente necessitará de ortodontia antes e depois da cirurgia, poderá levar vários anos para ser completado, sendo um comprometimento de longo prazo para você e sua família, e esses profissionais tentarão realisticamente estimar o tempo exigido para completar o tratamento.

    A cirurgia corretiva poderá envolver a maxila, mandíbula, o mento, o septo nasal, os cornetos nasais, ossos próprios do nariz e os ossos zigomáticos. Depois de você estar totalmente informado sobre o seu caso e as opções possíveis de tratamento, o Cirurgião Bucomaxilofacial irá conduzir todo o curso do tratamento.

3. O QUE ESTÁ ENVOLVIDO NUMA CIRURGIA CORRETIVA ?

    Antes da sua cirurgia, braquetes ortodônticos moverão os dentes para uma nova posição que se encaixarão somente com a cirurgia. Assim sendo, você perceberá que a sua mordida ficará pior, ao invés de melhorar.

    Com a proximidade do término do tratamento ortodôntico pré-cirúrgico, novas radiografias, fotos e modelos de gesso dos dentes serão realizados. Esse material ajudará a orientar a cirurgia mais acuradamente.

    Dependendo do procedimento, a cirurgia corretiva será realizada com anestesia geral em um hospital. A cirurgia poderá demorar muitas horas até que seja completada.


Figura 6. Deformidade dentofacial mostrando uma mordida aberta anterior.


Figura 7. Deformidade dentofacial mostrando um prognatismo, ou seja, a mandíbula está projetada para frente.


Figura 8. Deformidade dentofacial mostrando um retrrognatismo, ou seja, a mandíbula está recuada.

    Placas e parafusos de titânio serão usados para fixar os ossos em posição. Incisões são usualmente realizadas dentro da boca para reduzir a visibilidade das cicatrizes, contudo, em alguns casos, pequenas incisões são realizadas fora da boca, mas cuidado será tomado para minimizar a sua aparência.

    Depois da cirurgia, o Dr. Éber Stevão lhe dará instruções para modificar a dieta para líquidos e substâncias pastosas, bem como uma data para voltar à dieta normal. Você também será orientado para evitar atividades físicas no período de cicatrização.

    Dor após a cirurgia corretiva é facilmente controlada com medicamentos e o paciente estará apto para retornar para o trabalho ou escola de 1 a 3 semanas, dependendo de como estiver se sentindo. Embora a cicatrização inicial dura 6 semanas, a completa cicatrização dos ossos maxilares demora 12 semanas (3 meses).

4. APROVEITE OS BENEFÍCIOS

    A cirurgia corretiva dos maxilares movimenta os dentes e ossos da face para posições que são mais balanceadas, funcionais e saudáveis. Embora o objetivo desse tipo de cirurgia seja melhorar a sua mordida e a função, alguns pacientes também obtêm melhora da sua aparência e fala. Os resultados das cirurgias corretivas podem ter um efeito dramático e positivo em muitos aspectos da sua vida. Veja abaixo alguns pacientes operados pelo Dr. Éber Stevão.

Figura 9. Perfil da face do paciente antes da cirurgia.

Figura 10. Mesmo paciente após a cirurgia.

Figura 11. Perfil da face da paciente antes da cirurgia.

Figura 12. Mesma paciente após a cirurgia.

Figura 13. Perfil da face do paciente antes da cirurgia.

Figura 14. Mesmo paciente após a cirurgia.

5. DEFORMIDADES BUCOMAXILOFACIAIS

    Diferenças no crescimento esquelético entre a maxila e mandíbula podem resultar em dificuldades funcionais, estéticas e psicológicas. As dificuldades funcionais podem incluir: mastigação, deglutição, fonação e problemas na ATM.

    Os pacientes podem exibir dificuldades psicológicas que vão das preocupações estéticas até as sociais. Algumas anormalidades podem somente envolver o desalinhamento dentário que pode ser corrigido ortodonticamente com braquetes. Porém, sérios distúrbios de crescimento, exigem uma cirurgia para realinhar os maxilares em uma relação normal.

    As deformidades congênitas como o lábio lepurino e a fissura palatina acontecem quando todas as porções da cavidade nasal não crescem unidas durante o desenvolvimento fetal. O tratamento envolve cuidados com relação à função, aparência, nutrição, fala, audição, e ao desenvolvimento emocional e psicológico do paciente. Veja o item específico sobre Correção das fissuras lábiopalatinas (fissurados).

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